10/20/2015

A inevitável automatização dos serviços de segurança



Acha o vídeo impressionante, certo?
O que a maravilha da tecnologia faz...

Mas quando surgiu a solução, muitos foram os que se indignaram e se manifestaram contra...
Porquê? 
Porque a solução veio eliminar imensos postos de trabalho...
De operários válidos e muito eficazes mas que não conseguiam competir com tamanha produtividade, perfeição e eficácia... 
A intervenção humana passou a ser mais valorizada onde a máquina não consegue trabalhar e ao nível dos acabamentos...

Hoje este tipo de automatizações dos serviços na construção é perfeitamente aceite pelo mercado de trabalho e a competitividade dos prestadores de serviços depende muitas vezes das soluções automatizadas que consegue integrar nas empreitadas, com óbvias economias de escala, conseguindo reduções significativas nos custos logísticos e nos prazos de execução.

Na segurança privada a prestação dos serviços continua 98% dependente do fator humano e na maior parte dos casos, tratam-se de serviços básicos de presença física e/ou de portaria, de muito baixo valor securitário...

As empresas precisam de soluções de segurança, que sejam dimensionadas para dissuadir, detetar e interromper ameaças comuns à sua normal atividade e de uma capacidade de reação eficaz, em caso de perigo para as pessoas, bens e instalações que frequentam o espaço.

Tal como noutros sectores do mercado da prestação de serviços, as soluções de segurança precisam integrar automatismos (alarmes), automatizar processos (deteção e monitorização vídeo local e/ou remota) e automatizar procedimentos (operativas de reação de segurança) para poder corresponder às expectativas dos clientes, em função das suas reais necessidades de segurança externa e interna (exposição ao risco).

Se a oferta dos serviços de segurança for estruturada na perspetiva do cliente, as soluções de segurança surgem aos potenciais clientes como uma ferramenta de gestão capaz de controlar os seus níveis internos e externos de exposição ao risco, deixando de estar dependente quase exclusivamente do fator humano e passando a estar dependente da maior ou menor capacidade de interrupção de uma situação considerada e assumida pelo cliente como sendo de risco (intrusão, incêndio, controlo de acessos, de espaços e de pessoas).

O envolvimento do cliente na solução de segurança fará com o avalie o retorno do investimento e deixe de percecionar a sua própria segurança como um custo.

É precisamente no compromisso entre a solução de segurança contratada e o custo potencial da sua insegurança, que o cliente irá justificar o retorno do investimento feito em segurança.

Política de segurança interna de uma empresa é a sua estratégia de proteção de pessoas, bens e espaços, considerada necessária e suficiente para manter controlado o nível de risco identificado.

O cliente deixará de comprar a segurança como sendo uma “comodity” necessária e passa a comprá-la por níveis de serviço, em que o fator humano surge com um grau de especialização e qualidade compatível com o nível de serviço pretendido, integrado na sua política de segurança interna.   

Será este o pressuposto que os órgãos decisores das estruturas empresariais terão em linha de conta na estruturação dos cadernos de encargos para a contratação de futuras prestações de serviços de segurança.

Os cadernos de encargos vão basear-se na política interna de segurança desenhada à medida das reais necessidades de cada empresa ou grupo de empresas e o custo da prestação de serviços será estimado em função da maior ou menor capacidade de implementação das medidas de segurança nela implícita.


 Alexandre Chamusca
Partner XKi
Security Management Consulting

8/08/2015

Vitórias silenciosas...



Na nossa vida somos muitas vezes levados a assumir opiniões e posições que nos expõem pessoal e profissionalmente.

Das várias posturas possíveis, existe a opção de condicionar positivamente o pensamento dos nossos interlocutores, levando-os a assumir opiniões e posições compatíveis com a nossa, mesmo que aparentemente estejam a usurpar a originalidade da perspectiva e a personalizar a própria iniciativa.

Quando o objectivo da argumentação é um meio para se conseguir um consenso na abordagem a um determinado assunto e não um fim, a perca de protagonismo em detrimento de um apoio inconsciente na consequente decisão pode e deve ser interpretada como uma vitória silenciosa.

Uma vitória que se for partilhada pode ser facilmente interpretada como um ato narcisista de prepotência, retirando todo o valor à acção.

Vitórias que apesar de silenciosas contribuem para a formação e realização pessoal do indivíduo e são percepcionadas pelos interlocutores como sinais positivos do seu carácter, perfilando-se como traços de condescendência e até afecto na forma de lidar com as situações.     

Apesar de poder não corresponder exactamente à postura natural do indivíduo, esta forma de negociar o consenso nas mais variadas situações, induz uma forma de estar mais ligeira e amigável em sociedade e na profissão, sendo o saldo positivo no reforço da estratégia de comunicação pessoal.

Desta análise resulta uma constatação que é possível desenvolver dois planos de comunicação pessoal paralelos, um que é convenientemente perceptível ao interlocutor e outro que é o verdadeiro motor oculto responsável pela realização pessoal e profissional do indivíduo.


Alexandre Chamusca

08/08/2015